
A despedida era tão natural e tão ajustada ao seu tempo que se diria uma inevitabilidade, algo visto como um dado e para o qual preparações já tinham sido feitas. Chegado o momento, tudo era uma formalidade, um procedimento. Não invalidava isso qualquer manifestação de sentimento amoroso; como eu disse, ele estava presente em todas as palavras. Contudo, não era desespero que se lia, raiva ou frustração. Eram as palavras de um apaixonado que aceitava que o seu amor tivesse chegado ao fim, e que reconhecia num adeus doce e suave a melhor forma de se desvanecer.
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